Ursacol 300 mg com 30 Comprimidos

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85518
Ursacol 300 mg é indicado para tratar doenças hepato-biliares, dissolvendo cálculos biliares e melhorando a função hepática. Consulte um médico para determinar se é adequado para você.
  • Referência Medicamento Referência
  • Tarja Vermelha Medicamento Tarja Vermelha
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Informações do produto
-Fabricante: ZAMBON
Uso: Oral Uso adulto
-VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Para que serve

Este medicamento é indicado para doenças hepato-biliares (doenças do fígado e vias biliares) e colestáticas crônicas nas seguintes situações:

  • Dissolução dos cálculos biliares formados por colesterol em pacientes que apresentam colelitíase ou coledocolitíase sem colangite ou colecistite por cálculos não radiopacos com diâmetro inferior a 1,5 cm, que recusaram a intervenção cirúrgica ou apresentam contraindicações para a mesma, ou que apresentam supersaturação biliar de colesterol na análise da bile colhida por cateterismo duodenal;
  • Tratamento da forma sintomática da cirrose biliar primária;
  • Litíase residual do colédoco (pedra residual no canal da vesícula biliar) ou síndrome pós-colecistectomia (formação de novas pedras após cirurgia das vias biliares);
  • Dispepsia (sintomas como dor abdominal, azia e sensação de estômago cheio) na vigência de colelitíase ou pós-colecistectomia (doenças da vesícula biliar, com ou sem cálculos e, pós-operatório de cirurgia da vesícula biliar);
  • Discinesias (alterações do funcionamento) de conduto cístico ou da vesícula biliar e síndromes associadas;
  • Hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia (alterações lipêmicas por aumento do colesterol e/ou triglicérides);
  • Terapêutica coadjuvante da litotripsia extracorpórea (dissolução de cálculos biliares por ondas de choque) para a dissolução dos cálculos biliares formados por colesterol em pacientes que apresentam colelitíase;
  • Alterações qualitativas e quantitativas da bile (colestases).

Como o Ursacol funciona?


Ursacol contém como princípio ativo o ácido ursodesoxicólico, que é um ácido biliar fisiologicamente presente na bile humana, embora em quantidade limitada.

O ácido ursodesoxicólico inibe a síntese hepática do colesterol e estimula a síntese de ácidos biliares, restabelecendo desta forma o equilíbrio entre eles. O ácido ursodesoxicólico aumenta a capacidade da bile em solubilizar o colesterol, transformando a bile litogênica em uma bile não litogênica (que solubiliza o colesterol), prevenindo a formação e favorecendo a dissolução gradativa dos cálculos.

A dissolução dos cálculos já formados processa-se através da passagem do colesterol do estado cristalino sólido ao de cristais líquidos. Além disso, o ácido ursodesoxicólico substitui os ácidos biliares hidrofóbicos (tóxicos) por ácidos biliares hidrofílicos (menos tóxicos) nos processos colestáticos.

Como usar

Tome Ursacol exatamente conforme orientação do seu médico.

A disponibilidade de apresentações de 50, 150 e 300 mg permite que se adote diferentes esquemas posológicos de acordo com cada indicação clínica específica. Todos estes esquemas posológicos ficam facilitados ajustando as administrações de comprimidos de 50, 150 e 300 mg de acordo com a dose diária total.

Para uso prolongado, com o intuito de se reduzir as características litogênicas da bile, a posologia média é de 5 a 10 mg/kg/dia. Na maior parte desses casos, a posologia média fica entre 300 e 600 mg (após e durante as refeições e à noite).

Para se manter as condições ideais para dissolução de cálculos já existentes, a duração do tratamento deve ser de pelo menos 4 a 6 meses, podendo chegar a 12 meses ou mais, ininterruptamente e deve ser prosseguido por 3 a 4 meses após o desaparecimento comprovado radiologicamente ou ecograficamente dos mesmos cálculos. O tratamento não deve, entretanto, superar dois anos.

Nas síndromes dispépticas e na terapia de manutenção, geralmente são suficientes doses de 300 mg por dia, divididas em 2 a 3 administrações. Estas doses podem ser modificadas a critério médico, particularmente considerando-se a ótima tolerabilidade do produto, que permite de acordo com cada caso adotar doses sensivelmente maiores.

Em pacientes em tratamento para dissolução de cálculos biliares é importante verificar a eficácia do medicamento mediante exames colecistográficos a cada 6 meses.

Na terapêutica coadjuvante da litotripsia extracorpórea, o tratamento prévio com ácido ursodesoxicólico aumenta os resultados da terapêutica litolítica. As doses de ácido ursodesoxicólico devem ser ajustadas a critério médico, sendo em média de 600 mg ao dia.

Na cirrose biliar primária as doses podem variar de 10 a 16 mg/kg/dia, de acordo com os estágios da doença (I, II, III e IV) ou a critério médico.

É recomendado realizar acompanhamento dos pacientes através de testes de função hepática e dosagem de bilirrubinas.

A dose diária deve ser administrada em 2 ou 3 vezes, dependendo da apresentação utilizada, após as refeições. Poderá ser administrada a metade da dose diária após o jantar. Ingerir os comprimidos com um copo de água ou leite.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Ursacol?


Caso você esqueça de tomar uma dose, deve tomá-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.

Composição

Apresentações

50 mg

Embalagem com 20 ou 30 unidades.

150 mg

Embalagem com 20 ou 30 unidades.

300 mg

Embalagem com 20 ou 30 unidades.

Composição

Cada comprimido 50 mg contém

Ácido ursodesoxicólico

50 mg

Excipientes*

1 comprimido

Cada comprimido 150 mg contém

Ácido ursodesoxicólico

150 mg

Excipientes*

1 comprimido

Cada comprimido 300 mg contém

Ácido ursodesoxicólico

300 mg

Excipientes*

1 comprimido

*Lactose, povidona, crospovidona, estearato de magnésio.

Precauções

Durante os primeiros 3 meses de tratamento, os parâmetros de função hepática AST (TGO), ALT (TGP) e gama GT devem ser monitorados pelo médico a cada 4 semanas e depois a cada 3 meses. Este monitoramento, além de identificar os pacientes respondedores e não respondedores que estão em tratamento, também permitirá a detecção precoce de uma potencial deterioração hepática, particularmente em pacientes com estágio avançado de cirrose biliar primária.

Quando usado na dissolução de cálculos biliares de colesterol

Um pré-requisito para iniciar o tratamento que visa dissolver cálculos vesiculares com o ácido ursodesoxicólico é a sua origem no colesterol. Um indicador confiável é a sua radiotransparência (transparência aos raios - X).

Os cálculos biliares com grande probabilidade de dissolução são os de pequenas dimensões, presentes numa vesícula biliar funcionante.

Em pacientes sob tratamento de dissolução de cálculos biliares, é adequado verificar a eficácia da droga por meio de colecistografia ou exames ecográficos a cada 6 meses.

Se não for possível visualizar a vesícula biliar em exames de raio-X, em casos de cálculos biliares calcificados, comprometimento da contratibilidade da vesícula biliar, ou episódios freqüentes de cólica biliar, Ursacol não deve ser utilizado.

Pacientes femininas fazendo uso de Ursacol para dissolução de cálculos devem utilizar métodos contraceptivos não-hormonais efetivos, visto que métodos contraceptivos hormonais podem aumentar a litíase biliar. No tratamento de cirrose biliar primária em estágio avançado casos muito raros de descompensação de cirrose hepática regrediram parcialmente após a descontinuidade do tratamento.

Em pacientes com cirrose biliar primária, em raros casos os sintomas clínicos podem piorar no início do tratamento, por exemplo, a coceira pode aumentar. Neste caso a dose de Ursacol deve ser reduzida e gradualmente elevada novamente.

A dose deve ser reduzida em caso de diarréia e se persistir a terapia deve ser descontinuada.

Pacientes com raros problemas hereditários de intolerância a galactose, deficiência de Lapp lactase, ou má absorção de glicose galactose, não devem tomar este medicamento.

Capacidade de dirigir e operar máquinas

Ácido ursodesoxicólico não tem influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento, salvo em situações especiais.

Gravidez e lactação

Estudos em animais não demonstraram influências no uso de ácido ursodesoxicólico na fertilidade. Dados humanos quanto aos efeitos na fertilidade durante o tratamento com ácido ursodesoxicólico não estão disponíveis.

Não há dados quanto ao uso de ácido ursodesoxicólico, particularmente em mulheres grávidas. Experimentos com animais demonstraram toxicidade reprodutiva durante os estágios iniciais da gravidez.

Por motivos de segurança, não devem ser tratadas mulheres grávidas a não ser que seja claramente necessário com Ursacol.

Mulheres em idade fértil só devem ser tratadas se estiverem usando métodos contraceptivos não-hormonais ou anticoncepcionais orais com baixo teor de estrógenos. Contudo pacientes fazendo uso de Ursacol para dissolução de cálculos devem utilizar métodos contraceptivos não-hormonais efetivos, visto que métodos contraceptivos hormonais orais podem aumentar a litíase biliar.

Uma gravidez em curso deve ser descartada, antes de iniciar o tratamento.

De acordo com os poucos casos documentados de mulheres que estejam amamentando, os níveis de ácido ursodesoxicólico no leite são muito baixos e provavelmente não haverá reações adversas nas crianças que estão recebendo leite materno.

Reações adversas

A avaliação dos efeitos indesejáveis são baseados em dados de frequência.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Relatos de fezes pastosas;
  • Diarreia.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Severa dor abdominal superior direita durante tratamento de cirrose biliar primária;
  • Descompensação hepática foi observada em terapia de estágios avançados de cirrose biliar primária que regrediu parcialmente após a descontinuidade do tratamento;
  • Urticária;
  • Calcificação de cálculos.

Os seguintes eventos adversos foram identificados após a comercialização de ácido ursodesoxicólico com frequência desconhecida:

  • Aumento da fosfatase alcalina;
  • Aumento da bilirrubina;
  • Aumento das transaminases;
  • Constipação e vômitos;
  • Mal estar;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça;
  • Mialgia;
  • Tosse;
  • Edema periférico;
  • Pirexia;
  • Icterícia;
  • Angioedema;
  • Prurido.

Alguns eventos adversos foram descritos durante ensaios clínicos e em muitos casos, a relação de causalidade com ácido ursodesoxicólico não foi estabelecida (mas também não foi descartada), são eles:

  • Úlcera péptica;
  • Náusea;
  • Anorexia;
  • Esofagite;
  • Dispepsia;
  • Rash cutâneo;
  • Astenia;
  • Elevação da creatinina;
  • Elevação da glicose sanguínea;
  • Leucopenia;
  • Trombocitopenia.

Superdosagem

Diarreia pode ocorrer em casos de superdosagem. Em geral outros sintomas de superdosagem são improváveis uma vez que a absorção de ácido ursodesoxicólico diminui com o aumento da dose administrada, portanto mais é excretado com as fezes.

Interação alimentícia

Até o momento não foi relatada interação entre ácido irsodesoxicólico (princípio ativo deste medicamento) e alimentos.

Contra indicações

Ursacol não deve ser utilizado em casos de:

  • Alergia a ácido ursodesoxicólico e/ou a qualquer um dos componentes da formulação;
  • Úlcera péptica (gástrica ou duodenal) em fase ativa;
  • Doença intestinal inflamatória e outras condições do intestino delgado, cólon e fígado, que possam interferir com a circulação entero-hepática dos sais biliares (ressecção ileal e estoma, colestase intra e extra hepática, doença hepática severa);
  • Cólicas biliares frequentes;
  • Inflamação aguda da vesícula biliar ou trato biliar;
  • Oclusão do trato biliar (oclusão do ducto biliar comum ou um ducto cístico);
  • Contratilidade comprometida da vesícula biliar;
  • Cálculos biliares calcificados radiopacos.

Perguntas Frequentes
  1. Quais são os principais usos do Ursacol 300 mg?

    Ursacol é indicado para tratar doenças hepato-biliares, dissolver cálculos biliares de colesterol, e melhorar a função hepática. Consulte um médico para garantir que é adequado para você.
  2. Ursacol possui contraindicações?

    Sim, não deve ser usado por pessoas alérgicas ao ácido ursodesoxicólico, com úlcera péptica ativa, doença intestinal inflamatória, cólicas biliares frequentes, entre outras condições descritas na bula.
  3. Existem efeitos colaterais ao usar Ursacol 300 mg?

    Reações comuns incluem fezes pastosas e diarreia. Reações raras incluem dor abdominal ou urticária. Consulte a bula e um médico para mais informações e monitoramento durante o uso.
  4. Como devo tomar Ursacol 300 mg?

    Tome conforme orientação médica. A dose varia entre 300 e 600 mg por dia, em duas ou três administrações, e o tratamento pode durar de 4 a 12 meses ou mais, dependendo do caso.
  5. Posso tomar Ursacol com outros medicamentos?

    Evite usar Ursacol com drogas que inibem a absorção de ácidos biliares ou que aumentem a secreção hepática de colesterol. Consulte seu médico sobre possíveis interações.
  6. Ursacol 300 mg pode causar superdosagem?

    Superdosagem pode causar diarreia, mas outros sintomas são improváveis, pois o ácido não é totalmente absorvido em altas doses. Busque orientação médica se suspeitar de superdosagem.
  7. Qual a indicação de uso do ácido ursodesoxicólico?

    O ácido ursodesoxicólico é indicado para dissolução de cálculos biliares de colesterol, tratamento de cirrose biliar e dispepsia associadas a doenças biliares, sob orientação médica.
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Categorias
EAN 7898074618442
Tipo de Medicamento Referência
Classe Terapêutica Terapia Dos Cálculos Biliares
Princípio Ativo Ácido Ursodesoxicólico
Forma Farmacêutica Comprimido
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